quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Depois de 60 anos com o amor da minha vida agora estou a morrer."

Foi o que ela disse. Há tempos atrás.
Tempos que já nem ela se lembra.
Tempos que não saem da lembrança.
Não dela. Dos filhos.
Que não conseguem já parar as lágrimas.
Por esses tempos. Que a mãe não lembra mais.

Está. Está a morrer.
Mas já nem da morte. Que ainda não veio. Há lembrança.
O amor da minha vida. Da vida dela. Esse ficou.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coisas da vida III

"Posso sempre almoçar fora. Não posso é foder fora."

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

EStou cansada. Desta dor que me acompanha a todo o momento.

O guardador de rebanhos (XVI)

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

Alberto Caeiro

domingo, 27 de dezembro de 2009


Michael Nyman

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De Tudo"

Manuel Bandeira

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Coisas da vida II

"Mas sentes que gosto de ti? Ou não?"