segunda-feira, 8 de junho de 2009

Qual delas?

O que será? Que nos faz sentir esta tristeza? Que chega de fininho. Que vem sem a chamarmos. Que não vai embora. Por mais que a não queiramos.
Que nos deixa abater. Que nos empurra para um abismo. Que não vemos. Sentimos. Como se da brisa se tratasse.

Podia ter sido assim. Que acordei. Hoje. Um dia. Como outro qualquer. Perdida nas minhas mágoas. Preocupada em ter pena de mim. Depois. Depois despertou tudo. Num único sorriso.
Não conseguindo afastar a tristeza. Aquela. De fininho. Sem ir embora. Sem se ir embora. Esqueceu-se. Um pouco de si. Concentrou-se nos sorriso. Nos olhares. despertos. Curiosos. Cm quê. Não importa. Mais. Nunca importou. Quem melhor que os outros para nos fazer esquecer de nós próprios? Lembrando-nos. Que estamos ali. Para o que der e vier. Ou estamos. Só. Estamos. Sós. No final. Como no princípio.

O que será? Que nos deixa olhar o dia de frente. Tudo como se nada fosse. Nada é. Provavelmente. Neste correr dos dias. Das segundas. Que cheiram a quarta-feira. Porquê? Pelos corpos cansados. Pelos olhares desiludidos. Pela falta de esperança. De segunda-feira. Ou é o meu olhar que engana. E nunca houve esperança. Na segunda-feira.