quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
O guardador de rebanhos (XVI)
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
Alberto Caeiro
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
Alberto Caeiro
domingo, 27 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
"O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De Tudo"
Manuel Bandeira
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De Tudo"
Manuel Bandeira
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Só hoje
Vou não esperar.
Não acreditar.
Não ter fé.
Não pensar que virás.
Não acreditar.
Que serás quem é preciso.
Vou não esperar.
Por tudo.
Por nada.
Por hoje.
Vou embora.
Sem ir.
Mas vou.
Não acreditar.
Não ter fé.
Não pensar que virás.
Não acreditar.
Que serás quem é preciso.
Vou não esperar.
Por tudo.
Por nada.
Por hoje.
Vou embora.
Sem ir.
Mas vou.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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